Sábado, Outubro 31, 2009

Feliz Beltane

Ou será Halloween, a corruptela de All Hallows Eve (o nosso dia de todos os santos!)... Tem uns tempos que virou moda comemorar o "Trick or Treat".

Me divirto de ver a garotada aproveitando a onda, admito. Até curti o tal dia do Saci, inventado pra relembrar as tradições nacionais (aliás o dia não colou, coitado). Só que acho estranho pacas comemorar o final do outono e a entrada do inverno, afinal, é isso que a festa significa... Mas como qualquer desculpa pra comemorar é válida e no final das contas estamos é comemorando o ciclo da vida, que seja então.

Assim...

Feliz Beltane (pra quem é de Beltane!)
Feliz Samhain (pra quem é de Samhain!)
E Feliz Halloween pra quem não manja nada de bruxices, mas quer curtir as festas... ;-)
Minhas meninas fantasiadas para o "trick or treat"!!

Domingo, Outubro 11, 2009

Vovó e Cocó

Tava vendo no Flickr a foto de uma amiga, a Izabela com seu galo de estimação.
Na mesma hora lembrei de uma história que rolou na minha infância, quando um de nós ganhou um pintinho numa feira. Na verdade, era uma pintinha: minha avó cuidou e ela cresceu, tornou-se uma bela galinha orgulhosa, branquinha, a Cocó (básico! que outro nome uma galinha poderia ter?).
Tinha seu próprio cafofo, um vão embaixo da escada na área de serviço da casa e ainda colocamos uma portinhola para ela ficar ciscando só na área ao lado (era um espaço razoável, daria pra criar bem umas 5 galinhas lá hehehehe).
Minha avó e ela se entendiam muito bem, era um barato ver a galinha rodeando as saias dela!
Cocó não queria descendência e furava todos os (poucos) ovos que botava.
Era assumidamente uma galinha de estimação.
Faleceu de morte morrida, tinha mais de seis anos quando engoliu um plástico e só descobrimos tarde demais.
Claro que foi enterrada, com lágrimas de vovó e tristeza na casa. Nem passou pela cabeça fazer uma sopa da danada. Nenhum de nós teria mesmo a coragem de comer um membro da família.

Quinta-feira, Agosto 13, 2009

Mais gostosuras...

Pra começar, uma gostosura fácil de fazer que virou moda em Sampa da Garoa:

Uma lata de leite condensado (300 ml)
Uma caixinha de creme de leite (200 ml)
Duas colheres de margarina ou manteiga sem sal
3 colheres de chocolate em pó ou Nescau

É suuuuuper difícil: coloque tudo numa panela, leve ao fogo baixo e fique mexendo até dar uma engrossada, algo que demora em torno de uns 5 minutos depois que começar a fazer bolha (ou ferver).

Coloque em vasilhames e sirva pra comer com colher.
Totalmente nham nham.

Se alguém se animar, depois me conta se deu certo! :-)

E pra terminar, uma mocinha que chegou aqui em casa e não vai poder ficar, está procurando mamãe...


Não é uma linda?? (suspiros)

Terça-feira, Agosto 11, 2009

Nas esquinas da memória

A vida dá muitas voltas, né... Com o falecimento do meu pai (que apesar da gente saber que ele não ia sarar, que era o melhor pra ele, que ele tava sofrendo e tals, bem, foi dolorido), me peguei recordando pedacinhos da minha infância, especialmente de episódios com a minha avó Eilah. Ela era especial. Sei que a gente se desentendia volta e meia, já viu, duas bicudas não se beijam, ainda mais teimosos como nós, mas a gente se amava. ;-)

Lembrei de cenas de almoço em família, conversas, ensinamentos passados na convivência, truquinhos de cozinha que só fui perceber que eu sabia quando realmente precisei usar quando fui morar sozinha, com mais de 30 anos. Aliás, cozinhar é algo que faço graças aos montes que aprendi assim, em bate papo com minha mãe e com dona Eilah. Apesar de minha teimosia em não querer aprender, muitas dessas informações grudaram no cérebro e agora aproveito várias delas... Quer ver só?

Pra bater clara em neve, tem que ser em uma vasilha de preferência de vidro, mas muito bem lavada, sem gordura alguma. Raspe umas casquinhas de limão, deixe separadas, com o sumo de meio limão a gente lava a vasilha, porque o limão tira tudinho de gordura... Aí a gente bate a clara (eu tenho o batedor da vovó por aqui), pode ser na batedeira, afinal, pra ficar ideal tem que bater bem. Quando ela estiver quase durinha, é hora de pingar umas gotas de limão (da outra metade) e colocar a casquinha. Vai ficar ainda mais branca, além do limão cortar o sabor esquisito da clara.

Tá, mas o que fazer com elas? Pudim de claras, claro. É tão facinho...
Quando essa clara estiver bem batida, firme, é só polvilhar açúcar, vai peneirando aos poucos.
A proporção é de 2 colheres de sopa de açúcar por clara (vovó usava 3, mas prefiro aliviar a mão em açúcar, talvez seja complexo de culpa de ex-magrela que enfofou). Tá, coloca um pouquinho mais de açúcar. Fica bom, né...

Aí bate mais um pouco, vira aquele creme crescido. Tudo bem? Então é só colocar na forma caramelada. Ah, não sabe fazer? Vamos lá.

Pegue uma panela, o ideal é de ferro. Não use teflon nem esmalte porque o calor que o açúcar alcança estraga o treco. Eu não gosto de alumínio (pra nada de cozinha, aliás), mas esse é um dos raríssimos casos em que deixo pra lá. Então. Coloque a panela no fogo baixinho, jogue uma xícara de açúcar e deixe lá. É, sem mexer mesmo. O açúcar vai começar a derreter sozinho, quando estiver mole, dourado e com cara de bala de caramelo, jogue 3 colheres de água e aí sim mexa bem. É, vai fazer "tchhhhhi", dá um trabalhinho até derreter de novo, mas fica melhor do que só usar o açúcar derretido (minha irmã costuma usar sem a água, ela diz que é trabalho demais, mas eu curto jogar a tal aguinha). Enfins, depois que amolecer tudo de novo, é só colocar na forma, deixando escorrer pelas paredes.

E aí a gente coloca as claras batidas com açúcar, cobre a forma com papel alumínio e coloca no banho maria (dentro de uma forma com água) pra assar no forno médio, aquecido previamente.

O resultado é divino. O tipo de coisa que tem mesmo que ser feito em casa, por alguém que nos ame, pra se entuxar de comer em almoços de domingo.

Saudades que deu da minha família.

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Sábado, Julho 25, 2009

Adeus, Dadi.

Meu pai sabia dançar. Tocava piano, sanfona e violão. Falava latim, inglês, francês, italiano e espanhol, além de português, claro. Conversava sobre filosofia, futebol, Sartre, um pouco de arquitetura, além de contar piadas de português com um sotaque perfeito (era português, afinal). Adorava pudim de leite, churrasco, licorzinho ou um bom vinho. Sonecas depois do almoço, passeios a livrarias, ao Aeroporto de Congonhas (eu, ele e minha irmã Ana fomos muito lá na minha infância). Esta foto foi da minha formatura, em dezembro de 1985, e é a imagem que ainda tenho dele...

Tinha um gênio teimoso, como todos os Marianos (nós temos também), mas nossa convivência sempre foi tranquila, eu e a Ana sempre "gerenciávamos" as situações para não haver brigas. Minha mãe também era assim. Claro que tivemos nossos quiprocós, rusguinhas e opiniões diferentes, mas ele só deixou de nos visitar aos domingos quando nos tornamos adultas. Foi montar sua nova família, muito querida, o que nos brindou com uma madrasta maravilhosa e duas irmãs lindas, inteligentes e batalhadoras.

Com o tempo, eu perdoei as pequenas falhas que ele teve, humano que era. E aprendi a apreciar o muito que recebi desse homem que tinha tanto a oferecer. Ele se foi na quarta de noite, depois de uma doença difícil.

Obrigada por tudo, Dadile dear. Vou sentir muita saudade.

Segunda-feira, Junho 22, 2009

Ídolos de um passado não tão distante

Minha mãe dizia (e sempre concordei) que um grande problema do nosso Brasilzão é a falta de ídolos. Pessoas honestas, trabalhadoras, esforçadas que servissem de exemplo.
Pra minha imensa, enorme infelicidade, um dos poucos que eu tinha faleceu no meu aniversário de 94: Ayrton Senna. Chorei bem umas duas semanas quase sem parar (sério!) quando tudo aconteceu e até mesmo vi o cortejo fúnebre passar, foi impressionante o respeito e o silêncio da multidão enquanto o caixão passava... A imagem que guardo dele é vitorioso, sorridente, carregando uma bandeira brasileira dentro de um carro de fórmula 1. A genialidade nas pistas, o imenso esforço de chegar lá, a seriedade, a competência que servia de exemplo... Tudo isso o transformou em ídolo e admito que ele faz muita falta.

Também sinto saudades da Madonna transgressora, pré-Kaballah e pré-maternidade. Quebrando tabus, cantando nossas dores e alegrias (era desafinada, até), mas chocava de um jeito que chacoalhava as pessoas, ela realmente mudou paradigmas e trouxe uma liberdade enorme, que hoje em dia é quase inexistente. Agora... Ai. Ela tenta manter uma juventude que já foi, mais careta que vovó. Ah, saudades da Material Girl...

Aliás, os anos 90 foram uma década de uma liberdade fantástica. Não havia celulares com câmeras fotográficas para propagandear nossos atos mais doidos e inenarráveis em páginas da Internet. É, moçada, a tecnologia também teve seus danos...

Também sinto saudades de Angelina pré-maturidade.
Tá, essa merece ser ídola, afinal, 6 filhos, serve de exemplo pras causas mais nobres e consegue continuar casada com Brad, sem falar que continua linda, ah, vai, num é mole!! Mas que dá saudade dela alucinada, livre, leve e solta, isso dá.

Ainda nos resta Neil Gaiman. Ok, devo reconhecer que ele está envelhecendo... Ele estava um pitéu em 2001, naquela famigerada noite na Fnac! Conquistou toda a mulherada, eu inclusa, até o Eric sabe disso!! Enfins, ele precisa continuar ativo e saudável, nos brindando com seus textos geniais, por mais uns 50 anos, pelo menos. Espero... E é o que me dá esperanças. :-D

Terça-feira, Junho 16, 2009

Dance, baby, dance...

E viva a música que anima: Karissa, Moved by the Music.
Eu tava sentindo uma saudade dessa sonoridade... ;-)
Se alguém achar o CD, me avisa!