sexta-feira, outubro 10, 2014

Cuidados com a pele


Já tem tempo que estou enrolando para descrever meus cuidados com a pele. Desde sempre que as pessoas elogiam a pele do meu rosto... Admito que tem a ver com genética, claro (obrigada, mamãe e papai!!), mas também com a rotina que religiosamente sigo todos os dias. Minha pele do rosto é levemente oleosa, algo que acho ótimo, considero que é essa oleosidade que mantém minha pele boa e sem rugas até hoje, tá. Se sua pele também é levemente oleosa, agradeça!!!! E cuide bem dela, para não dar espinhas e afins.
 

Sigo aquela rotina básica: de manhã tem que lavar e hidratar com um creme hidratante com filtro solar. Uso tem mais de 15 anos a linha da Neutrogena, boa para controlar oleosidade. O sabonete é a barra básica, alterno entre o de pele oleosa e o esfoliante.  Nos olhos, uso o Healthy Skin Eye Cream. Já o creme hidratante eu troco de acordo com os lançamentos adequados para mim, agora é o Ultra-light para pele mista a oleosa (tem em farmácia) ou o Healthy Sking anti-wrinkle cream (comprei na gringa).
 
Mas a gente ainda precisará de certos cuidados para não virar uma frigideira no final do dia (pesadelo!). Um deles é usar primer ou BB Cream antes de passar a base (e sim, uso o hidratante E o BB cream juntos). 
Se vou voltar rapidamente para casa, passo o BB Cream e complemento com base mineral em pó (Revlon, mas tem várias marcas que disponibilizam),  algo que dura bem umas 4 ou 5 horas sem brilho. E se for para durar ainda mais, pó de sílica é excelente como acabamento, a manha é usar bem pouquinho para fixar ainda mais a base.
Gosto do pó da Nyx, chama HD Studio Photogenic Finishing Powder, 100% sílica e é o danado do pó que deixa as celebridades "esbranquecidas" se exageram na hora de passar, tá, então tome cuidado e esfume bem depois de usar.


Antes de dormir, retirar maquiagem é essencial. Uso um pouquinho de xampu Johnsons para criança (o amarelinho mesmo) em um disco de algodão levemente umedecido com água, faço espuma e retiro rímel e maquiagem dos olhos e do rosto. Depois lavo com sabonete facial e aplico algum creme noturno. A grande manha, aqui, é passar uma misturebinha esperta duas vezes por semana, o que vai garantir pele bem clara e sem rugas. Essa mistureba foi divulgada na década de 80 pelas pessoas (mulherada!) que fizeram plástica com o Dr. Ivo Pitanguy, mago dos bisturis daquela época. A própria Glória Maria indicou... e os outros conselhos dela também são ótimos!  ;-)

A receita que eu uso é essa aqui:
Um centímetro de bepantol, meio centímetro de Hipoglós, 3 ou 4 gotas de Arovit (até compro em gotas em vez das ampolas clássicas). Espalho bem no rosto, pescoço, colo, mãos e cotovelos.
Conselho: o ideal é evitar que marido veja/cheire a bagaça, tá. Deixa pras noites que ele dormir mais cedo ou viajar!! rs***


É especialmente importante usar a misturebinha nas mãos, porque elas que delatam nossa idade. Mão com pele bem tratada e sem manchas é garantia de aparência de menos idade.
Aliás,  costumo passar diariamente o creme noturno também nas mãos. E sempre deixo Bepantol ou outro creme de baby na bolsa e na minha mesa de trabalho para usar nas mãos e cotovelitos ressecados pelo menos umas 2 ou 3 vezes ao dia, especialmente depois de lavar louça.

Aqui vai a "prova": para 46 anos, está bem razoável, né?
O esmalte é o Revlon Bubble Gum, no rosa em homenagem ao Pink October.



No corpo não curto muito passar creme, admito. Uso de vez em quando no inverno, já no verão prefiro passar um óleo bem leve no banho (e tirar o excesso antes de me secar!) ou então talco. Já nos pés, todas as noites uso um creme manipulado com uréia e lanolina, geralmente se encontra em farmácia de manipulação e aqui em Bauru eles custam baratinho.
Taí as dicas prometidas. Pra terminar, lembre que a regularidade é que faz os cremes e cuidados realmente funcionarem...

segunda-feira, junho 30, 2014

Até a última gota



Divagando e ouvindo  Hawksley Workman - The Sweetest Thing There Is.


Às vezes me sinto como o personagem de Rutger Hauer em Blade Runner. Vivi tanto, vi tantas coisas e ainda quero mais.

Muito mais.

Quero o êxtase de dançar ao luar bebendo até a última gota dessa insana paixão por viver que me habita e me faz ir além dos meus limites.

Quero a delicadeza das pequenas alegrias, de uma beleza que só percebemos ao entender que sempre estamos sós nesse universo cuja grandeza nunca conseguiremos abranger plenamente.
Somos tantos e ainda assim tão sós!

Quero tanto e espero tanto que, de tanto querer, me esvazio de mim, enquanto as emoções passam, esvoaçam, me preenchem e escorrem pelas bordas da alma.

Ter a consciência de que tudo isso se vai comigo, que minhas memórias são voláteis como meu corpo mortal, ah, é o que me torna humanamente gananciosa por espremer ao máximo para que ela caiba nessa minha existência, tão grande e tão curta.


Um dia, serei mais uma lágrima na chuva.

Por enquanto, que venha o próximo desafio.

sábado, dezembro 28, 2013

Nossas festas de 2013


Começo de dezembro, decidimos aproveitar as festas de final de ano de forma simples e tranquila, só nós dois mesmo aqui em casa. Montei uma árvore de Solstício de Verão (afinal, é esta a época que vivemos aqui!), preparei alguns trilhos para a mesa, providenciamos comidas gostosas e... relaxamos.




Para a árvore,  preparei algumas corujinhas de tecido, só não consegui fazer o desejado panô de corujinhas... ficou pro ano que vem!! :-)


A janta foi risoto de aspargos verdes e camarões. Trilhos de mesa e bandejinhas/porta-guardanapos feitos por mim. :-D


E de sobremesa, red velvet cupcake. Diliça!!
Receita aqui, seguida quase à risca (só troquei o açúcar por açúcar light):
http://www.icouldkillfordessert.com.br/receitas/cupcake/cupcake-red-velvet/



Já a receita do risoto foi invenção nossa.
Se você fizer, depois me conte como foi... ;-)

Risoto de aspargos verdes e camarão

Rende 2 porções bem servidas

Ingredientes:
1 xíc de arroz arbóreo (para risoto)
400 gr de camarões médios
Aspargos verdes (uso meio maço por risoto, já deixe em rodelas)
5 pitadas de cebola (uso em flocos, mas pode usar ao natural)
3 pitadas de alho (uso em flocos, mas pode usar ao natural)
100 ml de Vinho branco
Azeite qsp
2 colh sopa de manteiga
50 gr de queijo parmesão ralado

Modo de fazer:
Em uma panela ou leiteira, coloque água para ferver.
Corte os aspargos em rodelas e separe tudo que será usado.
Em uma panela média (a que será usada para fazer o risoto), frite o camarão com azeite até ficar levemente rosado (não frite demais, senão solta líquido em excesso e fica borrachento).
Reserve o camarão em um prato, escoe o caldinho para outro recipiente e reserve também.
Na mesma panela (nem se dê ao trabalho de lavar!), coloque em fogo médio para alto e ponha um pouquinho de azeite ou manteiga para derreter, acrescente a cebola, o alho e o risoto.
Dê uma fritadinha rápida e coloque o vinho.
Depois que o vinho secar, coloque o caldo do camarão.
Acrescente a água quente aos poucos, mexendo até cozinhar o arroz.
O risoto tem um ponto mais duro que o arroz normal, geralmente leva de 15 a 20 minutos para preparar.
Quando estiver quase no ponto, acrescente o aspargo (geralmente eu deixo as pontas para colocar por último, porque são mais macias e se colocar junto com o restante do aspargo, elas amolecem demais).
Depois coloque o camarão, mexa um pouco mais.
Acrescente as pontas dos aspargos, mexa por 30 segundos (é mesmo só pra esquentar).
Desligue o fogo, coloque a manteiga, mexa até derreter, misture o queijo ralado e tampe a panela por uns 3 ou 4 minutos.
Agora é só servir e se esbaldar...

quarta-feira, novembro 20, 2013

Dia da consciência - seja da cor que for

Momento desabafo, porque pra mim seria melhor ter um dia da consciência coletiva, em vez de consciência negra (ou de qq outra cor).
Aí eu ouço dazamigas professoras primárias que elas são forçadas a deixar passar de ano crianças que vão às aulas mas não aprenderam o conteúdo programático.
Sim, forçadas, não pode reprovar, ainda que as crianças não tenham entendido lhufas.
Aí essas crianças chegam ao 2º grau sem lerem direito, sem compreender o conteúdo do que leram, sem conhecer o básico.
Aí aquela criança que "estudou" desse jeito empurrado pelo estado (em minúscula porque é vergonhoso deixar passar só pra melhorar a meta pra se mostrar pros gringos das nações unidas), vai usar as tais cotas pra entrar em uma faculdade.
E aí ela chega sem conhecimento, sem base, sem conseguir ler e sem entender direito o que os professores falam (tenho amiga minha professora universitária que já contou que vários alunos sequer conhecem coisa que deveria ser apresentada na 9º série).
Sério, como vocês imaginam que será esse profissional?
Como que a pessoa vai conseguir entrar e, mais importante, se manter no mercado de trabalho? Até então o estado esteve praticamente acobertando a falta de preparo da pessoa.
Na hora do "vamuvêqualéqueé", de encarar a concorrência e provar que sabe fazer melhor que eles, não vai ter estado nem psicóloga do estado pra passar a mão na cabeça se você errar. Não vai ter papai ou mamãe exigindo para a professora trocar a nota - não tem mais professora, lembra?
Mercado não perdoa.
Chefe precisa de resultado, cliente quer resultado.
E a pessoa, que até então esteve recebendo uma educação falha, de repente não consegue se manter na concorrência imensa da selva que o mercado é.
Não é novidade alguma que os gringos que já têm um tempo de Brasil comentam que um dos maiores problemas é a mão de obra, porque ela não está preparada.
O povo não quer saber de estudar, se esforçar, afinal, é mais fácil receber trocentas bolsas e incentivos concedidos pelos impostos pagos pelos outros...
Melhor pegar a graninha concedida pelo estado e colocar unhas postiças (sim, uma amiga contou por aqui que viu a unha postiça ser paga com o cartão do bolsa família).

É por causa disso que eu sou contra bolsas famílias, bolsas em geral e cotas em universidade.
Se a pessoa não passou no vestibular, é porque não está preparada e ponto.
Precisa estudar mais, sim. Deixa que entre aquele se mostrou mais preparado, que tirou nota mais alta.
É fato notório que entrar na faculdade é o mais fácil: difícil mesmo é sair formado da faculdade. E mais difícil ainda é conseguir sucesso lá fora.

Acho que tá faltando é espinha nesse povo.
Espinha pra estudar, pra se esforçar, pra não aceitar a migalha.
Sim, merecemos mais, mas pra receber tem que se esforçar.
Enquanto o povo ficar nesse lenga-lenga de aceitar a educação como está, a saúde, a corrupção, a propina, continuaremos sendo paizéco de terceiro mundinho (sim, é o que somos).
E é uma pena perceber que a situação não vai mudar tão cedo não... :-(

domingo, março 17, 2013

Meus 14 anos



30 de abril de 1982. Véspera de meu aniversário de 14 anos.
Eu estava animada, já que minha mãe prometera um almoço fora e talvez um cinema, um passeio para estrear a jaqueta jeans novinha que eu tanto pedira. Vivíamos uma época difícil, de dinheiro curto. Por sorte, minha avó materna e meu tio (que também é meu padrinho) nos acolheram depois da separação complicada de minha mãe, um escândalo na época. E foi a primeira separação da família inteira, de todos os lados... Hoje é algo mais comum, embora ainda sofrido. Naqueles tempos, ainda havia uma carga de preconceito bem grande, cheguei a ouvir de vizinhos que uma das meninas da rua não poderia brincar conosco por sermos filhas de mulher separada!!




Enfins. Meu pai vinha nos ver todos os domingos, nos levava para almoços nos tios portugueses, o que nos permitia conviver mais com a família do lado dele, foi algo ótimo! Eu e minha irmã percebemos que ele passou a nos dar mais atenção depois do que antes da separação... Com o tempo, as coisas assentaram e continuamos a nossa vida de crianças normais que éramos: escola, turma da rua, às vezes um passeio, biblioteca, estudar, etc. No meu caso, eu ainda precisava tirar notas boas, porque bolsista não pode sequer considerar repetir o ano na escola. Era minha responsabilidade principal, dizia minha mãe. E sempre me esforcei, uma forma de compensar pelo tanto que ela trabalhava: de dia como esteticista em uma clínica, à noite como professora universitária, chegava a lecionar em 2 ou 3 faculdades porque professor não ganhava bem naquela época. Apesar dos títulos de mestre e doutora que ela tinha, o salário de professor era menos que o necessário para manter duas filhas pequenas, por isso ela procurou outra opção que rendesse mais, mesmo que fosse mais simples.

Em 1982, já fazia alguns anos que mamãe às vezes passava mal. Mal mesmo: uma úlcera a fazia vomitar panelas e panelas de sangue. Depois de 1979, ela não conseguiu mais esconder de nós tais incidentes, mas a pior crise foi a que aconteceu na véspera de meu aniversário de 14 anos. Nesse dia, ela chegou do serviço de táxi, por volta das 10 da noite, já se sentindo mal. E começou o pesadelo. Pouco depois que ela começou a vomitar, a levamos para o hospital, que graças aos Deuses era do outro lado da rua. Eu me recusei a sair de perto: acompanhei o desespero na voz das enfermeiras, que pediam por uma lupa para tentar localizar uma veia, qualquer uma, para começarem uma transfusão de sangue de urgência. Vi a correria do médico para estabilizar o estado de mamãe. Percebi quando ela perdeu a consciência. 

Dá pra ver muita coisa do lado de fora da porta aberta de um quarto de hospital.

Foi uma noite infernal. Por volta das 4 da manhã, conseguiram me arrastar para casa, porque até então eu continuava em volta da porta do quarto onde ela estava, com sua situação levemente estabilizada. O hospital cuidou dela como pôde, mas no dia seguinte meu tio Álvaro solicitou a transferência para o hospital de Mogi das Cruzes no qual ele trabalhava como médico. Os médicos duvidavam que mamãe conseguisse sobreviver à viagem de 2 horas em ambulância, mas concederam a transferência.
Ela conseguiu. Viveu ainda mais 9 anos e 7  meses. 

Quando essa crise aconteceu, a maior preocupação dela era que minha irmã Ana só tinha 10 anos e precisaria de apoio até se tornar adulta. E mamãe pediu novamente que eu tomasse conta da Ana, que era tão pequenina. Assim eu fiz.

Fiz também o secretariado técnico, porque mamãe julgava que eu conseguiria trabalho bem remunerado com certa facilidade (e foi o que realmente ocorreu). Por ela, encarei ainda a faculdade de secretariado: minha formatura aconteceu 20 dias antes dos meus 21 anos.  E trabalhei muito para juntas darmos conta da vida, até que ela se foi por causa do câncer causado por essa maledeta úlcera que não se conseguia curar...

Sempre estive presente quando ela precisou. E agradeço imensamente por tudo que ela me proporcionou... 

Mas por que estou contando isto tudo agora? É que durante o meu ginásio e até mesmo no colegial, eu nunca contei dos problemas de saúde que enfrentávamos em casa. Eu simplesmente deixava quieto, pensava que ninguém precisava saber e eu definitivamente não queria virar a “coitadinha” da minha turma de ginásio... Mas convenhamos: não há como continuar a ser criança depois de conviver por algum tempo com pessoas seriamente doentes. E foi isso que aconteceu comigo e com a minha mana Ana. Hoje estou mais à vontade para contar que sim, nós vivemos tudo isso. Foi como aprendemos que, apesar dos problemas, temos mais é que aproveitar plenamente a vida. 

Exatamente como a minha mãe fez. :-)

sábado, agosto 18, 2012

Fantasmas

A gente colhe o que planta, não é assim que as vovós dizem? Pois é.
E de repente surge um daqueles fantasmas que a gente preferia que continuasse lá, esquecido no passado bem distante.
E ele, o fantasma, insiste em demonstrar que as águas passaram, as coisas mudaram, quer ser amiguinho. Deixemos pra lá o que houve...
Ó, não vai dar não. Mal não quero, mas o mal estar pelo mal feito continua até hoje.
Não é porque viramos a página que perdi minha memória, ok?

sexta-feira, outubro 28, 2011

Finados

Quando me assumi pagã, decidi seguir a roda do hemisfério sul.
Ou seja, as comemorações da roda do ano de acordo com as estações.
Finados é uma comemoração de entrada de outono, não de primavera...
Mas a vida tem suas surpresas.
Em 2 de novembro de 2008, meu sogro faleceu depois de uma doença sofrida.
E amanhã vai fazer um ano que dois dos meus tios mais queridos faleceram também.

Tio Vivaldo era o pé de valsa da família.
Eu amaaaaava dançar com ele, que era presença obrigatória em nossas formaturas...
Tão gentil, sorridente, uma delícia de conviver (minha família é diliça).

Tio João Germano morava longe, mas sempre foi tão querido...
Tivemos vários papos por MSN, depois que nos encontramos por lá.
Até hoje não tive coragem de apagar o perfil e fico com lágrimas nos olhos só de lembrar dele...

Sinto uma pitada de arrependimento por não ter aproveitado mais quando estávamos juntos, mas desconfio que isso faz parte da vida.
Também desconfio seriamente que os ambos estão fazendo festa na terra do verão.

E assim
Finados agora faz absolutamente todo o sentido para mim.
E minha roda do ano girou novamente.