domingo, julho 10, 2011

Sempre

"Não pode. Você não."
E me olha comprido, aquele olhar profundo que sempre responde ao meu.
Esse sentimento sempre esteve ali, calado, mas tão aparente...
O tempo passa, nossas vidas mudaram tanto, mas isso não muda.
Todos sabem que está lá, só que...
Bem.
É fruto proibido.

Tem noção da tentação?
Mas não.
Não pode.

E assim seguimos...
Como sempre.

quarta-feira, junho 08, 2011

Felicidades pequeninas

A vida anda corrida, mas ainda assim consigo viver intensamente meus pequenos prazeres. Detalhes que complementam a vida.

Semana passada instalamos nossas cortinas e a casa ficou mais quentinha, algo necessário neste inverno semi-tropical, mas ainda assim friozinho!! Ainda vou fazer cortinas pro meu cafofo, que está só com a cortina tipo blecaute e continua meio geladinho. ;-)

Afinal consegui comprar tapetes para colocar na frente do micro, agora as rodinhas das cadeiras não estragam o meu piso de synteko!! São lindos, ficaram ótimos e me fazem sorrir...

Montei um trilho florido de crochê bem colorido para a cozinha. Quero montar pelo menos mais um um pouco maior para servir como trilho de mesa...


Hoje fiz fondue de chocolate (simples, ganache de chocolate meio amargo e creme de leite com morangos diliça), marido curtiu. Foi minha tolice da semana!! rs***

Percebi que tenho espaço aqui na minha casinha para montar minhas colchas de patchwork. :-D

Também curto demais assistir minhas aulas na Unesp e conseguir acompanhar/entender/dar conta do recado... E apreciar as árvores, o céu e o campus da Unesp alegra meu coração.

Pequenos prazeres. Como dizia Norman Lear:

"A vida é composta de prazeres pequenos. A felicidade é composta desses pequenos sucessos. O grande vêm muito raramente. E se você não colecionar todos estes pequenos sucessos, o grande realmente não significará qualquer coisa."

E por fim... Observar minha fofíssima gatinha nanando, toda enroscadinha, tranquila e saudável no colo do marido cochilando na poltrona da sala, ah, me dá uma paz danada no coração...

domingo, abril 03, 2011

Meus dancing days

Meia noite. Era o limite.

Eu e minha irmã "batíamos ponto" de sexta e sábado à noite. Cuidávamos de chegar antes, em torno das 11:30, assim o carro ficava com o segurança amigo e garantia o sossego enquanto dançávamos a noite toda. Dava para cumprimentar os amigos, muitos beijinhos no rosto. Retocar o batom... Porque meia noite começava o nosso “baile”.

O DJ Michel soltava a apresentação da casa, “Welcome to the pleasure dome” (ok, não é o nome oficial, mas é como penso nela!!). E a turma toda soltava as feras na pista da Up n Down...

Ainda sinto o cheiro acre do gelo seco. O arrepio de quando tocava uma das prediletas... Óbvio que eu tinha várias.

Human Nature do Gary Clail.

Come Undone do Duran Duran.

Just Another Day do John Secada.

E era perceber os primeiros acordes de Give me Your Love, The Voice in Fashion, que todo mundo corria de onde estivesse para formar uma linha no palquinho. 40, 50 pessoas dançando uma mesma coreografia. Tinha outras, claro, mas essa era prediletíssima. Não lembro de uma única noite que ela não tenha tocado!

Estas são algumas, eram muitas, divertidas, românticas, dançáveis...

Quase cinco da matina, um dos DJs queridos costumava fechar a noite com M’People, Don’t Look Anyfurther. E eu sempre a dançava com um amigo bailarino, rodávamos sozinhos pela pista, os outros amigos papeando, brincando. Depois, saideira no Joakin's ou no Maksoud, gastando a língua, o único músculo que não estava cansado!

Minha saudade tem nome e sobrenome. Chama-se “Dançar na Up n Down”.


PS: Aqui na Autobahn tem um pouco mais a respeito... Incluindo outras casas onde a gente costumava dançar de vez em quando.

sexta-feira, janeiro 28, 2011

A vida segue

E tá uma correria!! :-D
Já estamos instalados na NOSSA casinha, ainda precisando arrumar as várias caixas lotadas dos meus enfeites, badulaques e balangandãs. Aos poucos nosso lar toma mais forma. E ainda bem que tenho vááários armários para colocar minhas tranqueiras... r****

Aos poucos estamos montando uma nova rotina.
De manhã tomo café da manhã (que nunca é com café) pegando um solzinho na porta da cozinha.
Almoço geralmente é seguido por um cochilo, pra compensar as muitas horas trabalhadas até tarde da noite.
E de noite aprecio a brisa noturna, isso quando não cai aquele toró de noite.
Morar em Bauru me ajudou a compreender melhor o termo "chuvas de verão".

E assim a vida segue, com pequenos prazeres e muito a fazer...
Ainda bem! :-D

terça-feira, novembro 16, 2010

Layout novo

Para comemorar a nova casa em Bauru, o Blogg ganhou um novo layout.
Parabéns!

quinta-feira, outubro 07, 2010

Uma bruxa de cozinha



Uma bruxa de cozinha é alguem que faz mágica o tempo todo.
Seu templo é sua casa.
Seu altar é sua mesa, a pia, o colo, a bancada, o meio do piso.
Ela abençoa a comida enquanto cozinha. A roupa que ela lava, o joelho que sangra e a família enquanto dorme.
Sua mágica faz tão parte de sua vida que ela não precisa dos objetos da alta magia.
Tudo que ela precisa é de sua mente.
Entretanto, isso não a impede de utilizar o que estiver à mão.
Sua athame é sua melhor faca de cozinha, e sua vassoura faz jornada dupla.
Ela inventa cânticos na hora, na ponta do chapéu, na vasilha de vidro ou na pilha de material.
(Você está vendo aquela referência secreta no matelassê?)
Ela é sua magia.
Possui um livro de receitas e também um livro das sombras.
Muitas vezes os dois juntos.
Ela é a pequena bruxa do vale dos contos de fadas.
A esposa de meia idade que chamam no meio da noite ou a vizinha que sempre acorre quando há uma crise, porque ela senta com você com uma xícara de chá, você chora seus problemas e ela faz as coisas funcionarem.
Freqüentemente ela tem um jardim de ervas ou um patchwork maravilhoso de plantas.
Ela faz artes assim como faz Artes.
Uma bruxa de cozinha é alguém que vive seu caminho todo dia.
Que sabe que não dá pra ser sempre bonito e luminoso e que trabalha o equilíbrio.
Ela é alguém que segue o caminho do seu coração, juntando conhecimento sempre que pode e sem se preocupar com misturas e combinações.
PS. Desculpem o uso gratuito do pronome Ela. Ele também pode ser um bruxo de cozinha...
Por Aunty Rhy, tradução de Lia Domingues

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Há muito tempo traduzi essa explicação maravilhosa com a autorização da autora, Aunty Rhy, poderosa e muito gentil.
E havia perdido por essas andanças da vida...
Encontrei no blog da Bernardete Castro!! :-D
Obrigada, de coração...
Ah! A foto foi um bolo de fubá que eu fiz antes de mudar de Itajaí. ;-)

domingo, agosto 15, 2010

Tentativa


Não sou poeta.
Falta em mim a ousadia de transformar
o pulsar da vida e das ruas em palavras.
Dessas que doem na alma e nos fazem suspirar.

Em vez disso, procuro a beleza,
a rima e a esperança
como quem tenta alcançar as estrelas
com dedos manchados de tinta...