sábado, julho 29, 2006

Nas paralelas que se foram

Lembram da Vanusa cantando Paralelas?

Das músicas da minha infância, Paralelas e Nuvem Passageira são as que me fazem parar o que estiver fazendo.

Porque ainda sou a nuvem passageira, observando a vida passar.
E a madrugada, apaixonada, tão acesa quanto o meu amor.
E por final, bem ao final, o infinito sou eu...

O tempo não pára...

E ai de mim se parar também! Tou com tanta coisa pra terminar por aqui, que me sinto até culpada pela minha lua em gêmeos totalmente assanhada que quer novidades...

Então, voltei a fazer a minha futura colcha aqui pra casa. Nas horas de descanso de tradução, pego a bolsa feltrada (falta ainda duas laterais, as alças e montar tudo). Também estão na mira mais duas colchas e alguns trilhos de mesa que planejei, mas nem sequer escolhi tecido pra eles. Acho que vão virar presente de natal... Sim, já está na hora de começar a pensar em natal, minhas alunas já começaram a fazer mil coisas lindas. E eu fico até me sentindo culpada, porque passo pra elas coisas tão práticas e fáceis, acabo eu mesma não fazendo. Vou tratar de mudar isso! :^)
Depois mostro as fotos, combinado?
Bye

domingo, julho 23, 2006

Uns pontinhos pra cá, outros pra lá...

Ok, eu admito. Sou maníaca, viciadinha e, pior, sem a mínima intenção de me consertar. Ao menos é por algo que considero saudável (além de delicioso): trabalhos manuais. Pra que essa confissão no meio de um blog? Pois é. Agora, além de patchwork, pintura country em madeira, crochês, costuras, fuxicagens, bonecas, tricôs de cachecóis e afins, também comecei a fazer trabalhos feltrados. (Ouço vozes ao fundo: 'Como?')

Sim, feltrados: você tricota uma peça, faz em um tamanho absurdamente gigantesco (é o que parece na hora), depois encolhe na máquina de lavar com um pouco de sabão e água quente. O resultado é um tecido grosso, sem pontos aparentes e, depois de secar ao ar livre no formato desejado (isso é importante!), o treco ainda fica levemente à prova de água e firme. Muito bom pra bolsas, sacolas, porta-outros-trecos e afins!!! Esta aí embaixo ainda precisa receber umas flores feltradas pra ficar perfeita, mas já estou carregando revistinhas fofas nela:

Claro que eu descobri meio sem querer, sapeando num blog de tricô. Eu queria só uma receita de chapéu ou bolsa pra fazer na minha viagem ao Rio, terminei com mais um vício. Ah, ainda por cima, é relativamente rápido e não requer demais do cérebro. Usamos pontos simples, porque eles não aparecem mesmo depois de feltrar. Só é necessário algumas receitinhas, agulhas largas e novelos com no mínimo 70% de lã pura (não pode ser acrílico). Já estou suspirando nos sites importados, cheios daquelas lãs cheias de frique-friques, porque lá nos States a coisa virou mania...

Aliás, os sites estrangeiros, especialmente os norte-americanos, estão lotados de receitinhas, dicas, imagens e fofices. Estou apaixonada pelo www.knitty.com!!! Lá que encontrei a receita desta bolsoleta fofa, a minha 'French Market Bag' que agora contém meus trabalhos de tricô em andamento:

E ainda traduzi a 'bolsa verde da Rosi' pras minhas 'migas da lista de discussões sobre 'felted things', vocês acham que eu ia conseguir viver sem amigas pra conversar a respeito? Nananinanão!

Cada um com seu vício, né? Fico tão feliz pelo meu render coisas lindas... :-D

Editando em 22/set/2010: O link para a French Market Bag traduzida é este:

http://artesbruxas.blogspot.com/2007/05/french-market-bag-de-polly-outhwaite.html

A bolsa azul foi inventada em cima de uma receita da Solange do Mon Tricot:

http://arquivomortodomt.blogspot.com/2007/05/bolsa-feltrada-misso-cumprida.html

Boa diversão!!

domingo, junho 25, 2006

As correrias de junho...

Puxa, de novo um mês sem blogar...

Mas foi por boas causas.

Primeiro, excesso de trabalho. Graças aos Deuses, tive uma cota legal de trabalhos de tradução e continuo dando aula de patchwork aqui em Itajaí. Depois, apareceu uma oportunidade fantástica: me convidaram para dar aula no Terequilt, um festival de patchwork que acontece no mês de junho em Teresópolis, serra do Rio de Janeiro. Então precisei preparar as apostilas, o que me tomou um bocado de tempo!

O festival em si foi ótimo para mim: além da oportunidade de rever amigas queridas, consegui transmitir um bocado de informação nas aulas. As meninas até saiam com carinha de cansaço, mas bem contentes por fazer coisinhas antes inimagináveis num computador... Gostei de dar aula, vamos ver se aparece de novo! E Teresópolis continua uma gracinha. A cidade é toda pequenina, encravada nas montanhas, um xodózinho... Ah! Meu grupo de patchwork ainda ganhou um prêmio, Excelência em quilt à máquina (que foi feito pelo Théo):

Em função do festival, consegui afinal ficar uns dias na casa da minha querida amigona Isis, que com a Rosane e a Marilena me ciceronearam pra conhecer alguns pontos turísticos fantásticos da cidade maravilhosa... Até fui a Niterói! Almoçamos por lá, visitamos um dos fortes da região (que realmente tem uma vista lindíssima do Rio) e afinal conheci a famosa Lidoquilt. Enrico tava lá, atendendo com gentileza (como sempre!!). Tanto foi que Isis, Rosane e eu não resistimos a um dos projetos maravilhosos que tinha por lá. Estou esperando chegar o último tecido que falta pra começar a botar a mão na massa... Me aguardem que há de vir coisa linda por aí! O projeto da Lúcia é este aqui, pretendo fazer o meu um bocadin diferente... As cores são maravilhosas pessoalmente!

Assim passou o mês, quando vi já tava no fim. Estas últimas duas semanas fiquei na correria pra tirar o atraso (viagem sempre deixa rabicho pra arrumar em casa), também estou com outro projeto grandão de tradução. Bem, não adianta, nasci pra formiga, então 'bora trabalhar...

E falando em trabalho, hoje teve uma engraçada. Um amigo da Nova Zelândia, o Gordon (a esposa faz patchwork, ele faz os programas pra ela mexer no EQ) veio visitar meu blog, viu minhas fotos e perguntou: Como é que você arruma tempo pra fazer tanto trabalho?

Pois é. E ainda fico procurando mais, já que estou abrindo uma lista on-topic (sem bate papo que não seja o assunto principal) pra atender a moçada que gosta de mexer no EQ... Esta semana a lista nova é o meu objetivo principal: estruturar algumas regrinhas básicas de convivência, subir arquivos interessantes, montar página de links... aí podemos estrear. Quem se interessar, a lista abre no dia 10 de julho e é para todas as pessoas que usam o EQ5 e querem trocar informações a respeito, chama-se EQ-Brasil. Teje convidada!

Tá dado o recado... Agora preciso trabalhar mais um pouco. Té mais!!

sábado, maio 27, 2006

Azul, azul...



Adoro olhar para cima e encontrar o céu azul. Neste momento em que as estrelas começam a brilhar e encantar, o céu parece não se decidir, ainda não está escuro, mas a claridade já se foi... O horizonte se veste em tons de laranja, como se exibindo em um espetáculo, todo garboso, enquanto na Terra nos preparamos para a noite.

Esses são os momentos da hora mágica, em que tudo é possível. E os pássaros fazem seus últimos volteios antes de se recolherem aos ninhos. No lusco-fusco do sol que se foi, fica mais fácil perceber o ciclo da vida em constante alteração, ainda que seja sempre o mesmo.

Ser ou não ser, eis a questão. E a noite nos abraça...

sábado, maio 20, 2006



É fácil compreender porque no século 18 a etiqueta fazia os parceiros dançarem tão afastados um do outro, diziam que era para preservar a ‘inocência’. Há muitas músicas que atiçam os sentidos, nos levam a outros universos. Música encanta, seduz e fascina.

O que me faz considerar o quanto sinto falta de dançar. Aqui não toca o que eu gosto, fico desejando imensamente uma saidinha até o Nias, boate paulistana que toca Sisters of Mercy, The Cure, Siouxsie, Depeche, ah, Depeche!! Aquelas antigonas, saca? Que fazem a pista ferver e todo mundo conhece, canta junto e chacoalha até.

Falando em Sisters, pena que confirmaram a vinda deles tão em cima, o Eric ia me dar de presente a ida pra assisti-los, não deu. Adoro esses caras!! Comecei a ouvir por causa da minha irmã, que comprou o ‘Floodland’ e tocava sem parar o dito disco (naquela época era bolachão mesmo!), até irritava. Quem diria, atualmente eu que faço a mesma coisa... Programo no computador e toco minhas prediletas em rodízio, repetidamente, até me embriagar do som. Faço isso à tarde, quando nenhum vizinho poderá reclamar do som absurdamente alto e estourando tímpanos desavisados.

Algumas pessoas acham estranho esse meu gosto por música mais dark. Dizem que não se parece com meu estilo, ainda mais que no dia-a-dia sou low profile. Mas admito que combina totalmente com a criatura sexy, ruiva e incontida que se camufla dentro de mim. Dançando até suar o stress e as paixões, as neuras e os prazeres, exorcizo meus pesadelos e realizo sonhos (e até taras! r****). Melhor que isso, só... (Aí você completa com sua paixão, vício e desejo...)

Quem sabe depois dessas 'confessions on the dance floor', ao melhor estilo da Madonna de antigamente, você se inspira e programa logo uma sacudidela no esqueleto. Faz bem pra tirar a poeira da monotonia! Aproveite que não é mais proibido dar um agarro apertado na pista de dança...

Bacci!

quarta-feira, abril 26, 2006

Pascoalices pascoalinas (ou divagações pós-páscoa)

Pois é, já expliquei um tanto de vezes para os 'não bruxos' que a minha páscoa é em setembro. Que os símbolos da páscoa não têm nada a ver com a época que vivemos aqui no hemisfério sul... Só que não vou ser purista ao ponto de me recusar a comer chocolates, né? Oras bolas borrolas, definitivamente não vou guardar meus ovos de chocolate até setembro. Cê acha? Eles não chegam a durar 6 dias, quanto mais 6 meses!!

Agora, que o furor pascoalino das urbes já acalmou e as lojas vendem os ovos que sobraram (por preços muito mais acessíveis, diga-se de passagem), estou me divertindo com um ovo de chocolate meio amargo. E me preparando pra Samhain... Viva o outono!!