sexta-feira, janeiro 28, 2011

A vida segue

E tá uma correria!! :-D
Já estamos instalados na NOSSA casinha, ainda precisando arrumar as várias caixas lotadas dos meus enfeites, badulaques e balangandãs. Aos poucos nosso lar toma mais forma. E ainda bem que tenho vááários armários para colocar minhas tranqueiras... r****

Aos poucos estamos montando uma nova rotina.
De manhã tomo café da manhã (que nunca é com café) pegando um solzinho na porta da cozinha.
Almoço geralmente é seguido por um cochilo, pra compensar as muitas horas trabalhadas até tarde da noite.
E de noite aprecio a brisa noturna, isso quando não cai aquele toró de noite.
Morar em Bauru me ajudou a compreender melhor o termo "chuvas de verão".

E assim a vida segue, com pequenos prazeres e muito a fazer...
Ainda bem! :-D

terça-feira, novembro 16, 2010

Layout novo

Para comemorar a nova casa em Bauru, o Blogg ganhou um novo layout.
Parabéns!

quinta-feira, outubro 07, 2010

Uma bruxa de cozinha



Uma bruxa de cozinha é alguem que faz mágica o tempo todo.
Seu templo é sua casa.
Seu altar é sua mesa, a pia, o colo, a bancada, o meio do piso.
Ela abençoa a comida enquanto cozinha. A roupa que ela lava, o joelho que sangra e a família enquanto dorme.
Sua mágica faz tão parte de sua vida que ela não precisa dos objetos da alta magia.
Tudo que ela precisa é de sua mente.
Entretanto, isso não a impede de utilizar o que estiver à mão.
Sua athame é sua melhor faca de cozinha, e sua vassoura faz jornada dupla.
Ela inventa cânticos na hora, na ponta do chapéu, na vasilha de vidro ou na pilha de material.
(Você está vendo aquela referência secreta no matelassê?)
Ela é sua magia.
Possui um livro de receitas e também um livro das sombras.
Muitas vezes os dois juntos.
Ela é a pequena bruxa do vale dos contos de fadas.
A esposa de meia idade que chamam no meio da noite ou a vizinha que sempre acorre quando há uma crise, porque ela senta com você com uma xícara de chá, você chora seus problemas e ela faz as coisas funcionarem.
Freqüentemente ela tem um jardim de ervas ou um patchwork maravilhoso de plantas.
Ela faz artes assim como faz Artes.
Uma bruxa de cozinha é alguém que vive seu caminho todo dia.
Que sabe que não dá pra ser sempre bonito e luminoso e que trabalha o equilíbrio.
Ela é alguém que segue o caminho do seu coração, juntando conhecimento sempre que pode e sem se preocupar com misturas e combinações.
PS. Desculpem o uso gratuito do pronome Ela. Ele também pode ser um bruxo de cozinha...
Por Aunty Rhy, tradução de Lia Domingues

- - -

Há muito tempo traduzi essa explicação maravilhosa com a autorização da autora, Aunty Rhy, poderosa e muito gentil.
E havia perdido por essas andanças da vida...
Encontrei no blog da Bernardete Castro!! :-D
Obrigada, de coração...
Ah! A foto foi um bolo de fubá que eu fiz antes de mudar de Itajaí. ;-)

domingo, agosto 15, 2010

Tentativa


Não sou poeta.
Falta em mim a ousadia de transformar
o pulsar da vida e das ruas em palavras.
Dessas que doem na alma e nos fazem suspirar.

Em vez disso, procuro a beleza,
a rima e a esperança
como quem tenta alcançar as estrelas
com dedos manchados de tinta...

segunda-feira, agosto 02, 2010

Bauru!!!

Não, não é o sanduíche... :-D
Agora sou bauruense.
Eric chega daqui a uns dias na cidade e já vamos tratar de arrumar lugar pra morar, Internet pra trabalhar e uma vida boa para viver!!!

Só tenho a agradecer pela oportunidade que pintou pra gente.
E tudo isso que está acontecendo não seria possível sem o imenso suporte e a gigantesca ajuda dos amigos e parentes...
Então fica o registro de um grande obrigada pra eles todos!!! :-D

quarta-feira, julho 28, 2010

Uma boa morte

O bem-te-vi cantava nos galhos da jabuticabeira.
Céu limpo, dia ensolarado, vontade de fazer nada, sentada na cadeira tentando ler um livro.
Quase cochilando.

Foi quando Chus (a pronúncia é Tchus), minha amada amigona de lonnnnnga data, convidou prum chá. Esta casa dela é encantada, mágica, escondida numa ruelinha simples.

E aí que pintou o nosso papo sobre uma boa morte.
É algo que peço a muito tempo.
Que a Morte, essa figura considerada amedrontadora, mas que percebo como uma benção e só nos leva no momento certo, me abençoe com uma boa passagem para o outro lado.

Peço para minha boa morte ocorrer sem dores, rodeada por amores, sejam eles pessoas ou livros ou artes.
Que eu me vá com saúde, consciente (sem Alzheimer!), com uma certa idade para poder olhar pra trás e ter histórias para contar no pós-vida.
Que eu tenha sabido aproveitar imensamente todas essas gotículas de felicidade e prazer, tão momentâneos e necessários e efêmeros.
Que eu tenha aprendido a perdoar, pra poder amar mais, melhor, que é isso que realmente vale.
Afinal, dessa vida só se leva a vida que se leva.

Tem gente que acha estranho, tétrico até, que a gente (eu e Chus e com certeza outros mais) peça por algo funéreo.
Mas... vai, considere com atenção.
A única grande certeza que temos é a dessa passagem.
Não há vida sem a morte, ninguém fica pra semente.
Por que então temos tanta dificuldade em aceitar que tudo nasce, vive e morre, nós inclusive?

Então.
Pra ter uma boa morte, também preciso de uma boa vida.
Que assim seja.

Jasmim na chuva

O som das gotas de chuva me chama para essa realidade que tanto quero evitar.
Ainda guardo um pouco de consciência, mas tento escondê-la nas dobras do lençol enquanto me entrego às nesgas de sonhos que flutuam como borboletas pela minha mente ainda cansada.

Reviro na cama, insatisfeita, sem o alívio da tua pele na minha, nem tuas mãos no meu corpo ansioso. Admito que o que mais quero agora é me entregar a esse limbo de prazer alucinado, proibido, com gosto de fruta roubada e cheiro de jasmim.

Meu inferno tem nome e sobrenome.

Ah, meu incubus, você só me deixa na vontade...
E até acordada suspiro por ti.