quarta-feira, abril 26, 2006

Pascoalices pascoalinas (ou divagações pós-páscoa)

Pois é, já expliquei um tanto de vezes para os 'não bruxos' que a minha páscoa é em setembro. Que os símbolos da páscoa não têm nada a ver com a época que vivemos aqui no hemisfério sul... Só que não vou ser purista ao ponto de me recusar a comer chocolates, né? Oras bolas borrolas, definitivamente não vou guardar meus ovos de chocolate até setembro. Cê acha? Eles não chegam a durar 6 dias, quanto mais 6 meses!!

Agora, que o furor pascoalino das urbes já acalmou e as lojas vendem os ovos que sobraram (por preços muito mais acessíveis, diga-se de passagem), estou me divertindo com um ovo de chocolate meio amargo. E me preparando pra Samhain... Viva o outono!!






Serendipity

Essa palavrinha esquisita em inglês possui um significado dos mais encantadores que já ouvi... "The faculty of making happy and unexpected discoveries by accident." A habilidade em fazer descobertas felizes e inesperadas sem querer. Ou seja, saber aproveitar o momento e se sentir feliz por isso!

Inventada por Horace Walpole, é um neologismo usando o antigo nome do Sri Lanka, Serendip.

Talvez seja isso que nosso mundo esteja precisando. Redescobrir os prazeres inesperados, as alegrias do momento atual. Seja onde for, qualquer que seja a razão.




Foi pensando a respeito que tive meu momento de Serendipity. De que estou realmente precisada de mais momentos como esses!

Assim, resolvi que esta é uma das metas a atingir. A vida andou me dando algumas lambadas que me desiludiram, outras que magoaram, e ainda tem as perdas e danos que me trouxeram maturidade (depois de um bocado de sofrimento). E uma grande amiga já viu no tarô que andei perdendo algumas excelentes oportunidades por pensar demais... Foi tanto tempo tendo tanta responsabilidade, precisei segurar a onda de tanta coisa, que esqueci como se faz pra relaxar!

Isso vai exigir algumas adaptações. Deixar a paulista estressada pra lá, essa vestimenta não me serve bem aqui onde moro. Tentar não ficar resolvendo tudo pra todos. Dizer não para aquilo que exige demais de mim. Parar de tentar controlar a minha vida e, às vezes, a vida alheia...

Bem no fundo, tá na hora de dar uma de fênix. Renascer pra mim mesma. Esta é uma boa época pra decidir estas coisas. Afinal, aniversário sempre aceita metas como essa... ;-)

segunda-feira, março 20, 2006

Depois do acidente, na aula de yoga...

Ainda teve um complemento dessa história do carro. Na quinta, lá pelas 7:30 da noite (um pouco depois do acidente), liguei pro Eric pra ver se ele me dava carona pra voltar da Yoga. Foi quando ele me contou que o carro tinha entrado na loja, que ninguém se machucou, que não precisava que eu fosse pra lá. Então, se eu tava dispensada, fui pra yoga. Quando cheguei, a professora nem acreditou que eu tava lá.

"Cê soube das novidades?"

"Quais delas?" - respondi, pensando em mil coisas, inclusive no acidente, no Lula que viria na sexta pra Itajaí, etc.

"Ah, as novidades..." - e ela com aquela cara de que não era coisa boa.

"Já sei, deve ser o tal carro que entrou na minha loja, é isso?"

Entrei na sala e, com calma, expliquei que ninguém se machucou, que pra isso se paga seguro, que já tinha gente cuidando das coisas. A Márcia ainda virou pra sala dizendo: "Isso que é postura yogue! Olha só a tranqüilidade..."

Ainda teve gente que me olhava sem acreditar. Bola pra frente, povo, o que importa é que tá todo mundo bem, foram só coisas materiais e o susto... :-)

Olha quem veio nos visitar...

Aqui o calor anda insuportável, a temperatura fica na casa dos 29, 30 graus, umidade a uns 80% pra mais e sensação térmica de 35 graus. Saunas parecem mais agradáveis, já que você passa calor por vontade própria (o que não é o caso aqui!).

Parece que, na quinta feira, esse calor todo derreteu alguns cérebros. Especialmente das loiras, já que uma delas conseguiu entrar com um conversível na loja do Eric aqui em Itajaí! Tirando 3 pontos na própria loira (que poderia ter morrido na brincadeira, se o vidro de cima da porta da loja tivesse caído sobre ela), ninguém se feriu, só quebrou uma lateral e os dois vidros da porta de entrada. Sim, a concessionária vai arcar com os gastos. Sim, deu uma dó imensa de saber que o banco de couro e a frente do carro ficaram danificados. E mais dó ainda por saber que era só a loira puxar o freio de mão e nada disso teria acontecido! Era o carro que estava em exibição na entrada do shopping, em frente à loja. Ela precisava subir a capota, então em vez de virar a chave na ignição pra isso, sem ligar o motor, ela deu partida no carro, que tava engatado e andou devagarinho na direção das portas de vidro... Teve gente que achou que era pegadinha. E ainda paramos na capa dos dois jornais da cidade.


Eita visita esquisita, né não? Tou dispensando outras do gênero...

Single-minded to the point of recklessness

Essa é uma frase do filme 'Sisterhood of the travelling paints'. Ok, é um filme pra adolescente, eu sei, mas minha criança interior adorou! A frase é perfeita para a minha teimosia. Ou persistência. Ou ainda obstinação. Qualquer que seja o nome para esse 'continuum' que me leva adiante. A tradução é "Obstinada a ponto da imprudência".

Dia desses, minha querida professora de Yoga, a Márcia, estava passando alguns exercícios de equilíbrio. Bem, o meu equilíbrio nunca foi lá aquelas coisas, vivo me batendo em mesa (mancha roxa é uma constante). Ainda assim, quando me concentro, consigo me manter equilibrada por um tempo bem razoável. Foi quando comecei a perceber melhor as vantagens da obstinação: Ela concentra a energia na realização do desejo, focaliza a mente, o que facilita a realização. É ela quem me ajuda a terminar os trabalhos nos prazos, a fazer meus patchworks, a conseguir pintar as tais folhinhas das rosas que tanto me fazem penar na pintura country (e olha que já melhorou).

Quantas vezes as pessoas desistem simplesmente por não acreditar que podem fazer aquilo? Seja o que for? Falta de força de vontade? Pode ser. Então, fortaleça seus desejos. Escolha-os bem, afinal os Deuses se divertem atendendo àquilo que pedimos. Mas vá atrás, faça, aconteça.

Como diria o Johnny Walker... Keep walking!

sábado, fevereiro 25, 2006

Cabelo, cabeleira, descabelada...

Bem, este é um post que contém cenas de frescura explícita. Os de estômago fraco que se preparem!!! ;-)

Quando mudamos pra Itajaí, troquei de xampu. Passei a usar aqueles da Elséve ou da Garnier Fructis. Até da Seda e similares. Esses produtos baratinhos, afinal, estávamos num período de vacas magras, começando negócio novo, eu nem sabia onde encontrar revendedora da Natura, por exemplo. E não tem uma Ikesaki da vida aqui em Itajaí, né! (Saudades da Liberdade, ai ai ai.)

Algum tempo depois, meu cabelo começou a ficar crespo. Eu não estava entendendo muito bem, afinal, em São Paulo meu cabelo era no máximo ondulado e, embora de textura fina, sempre foi macio e tal. Pois é, além de crespo, meu cabelo estava ressecado pra caramba, um show de horror. Culpei a tintura. Troquei de marca, não funcionou, então voltei a usar tonalizante. Depois culpei a água da cidade, mudei o jeito e a freqüência de lavar. Aí passei a usar as tais máscaras (pra quem não sabe, são mais fortes que condicionador normal), babosa pura (ajudou!!), aqueles flaconetes de proteína, mil trecos. Já que nada funcionava bem, por fim comecei a prender o cabelo em coques, rabo-de-cavalo ou trança, o que até é bom, já que esta cidade é mesmo um forno de tão quente.

Há uns meses atrás, voltei a usar Phitoervas, Clairol, Kerastase, Natura. São produtos com preço mais alto, mas os cachinhos agradeceram da melhor forma: estão brilhando, soltinhos e macios do jeito que eu gosto. Depois dizem que é frescura usar xampu caro, só que o resultado compensa! Semana que vem rola corte pra tirar as pontas que ainda estão ressecadas.

Agora só falta ficar bronzeada! Mas isso eu ainda hei de providenciar...

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

AVBuddy!!

Que chique!! Sou uma AVBuddy!! Bem, deixa eu explicar melhor... Três amigas queridas se uniram para montar um site que é uma loja virtual de patchwork, vendendo tecidos e mil trequinhos pras quilteiras alucinadas que somos nós. Chama-se Ateliê Virtual Brasil. E elas estão pesquisando mais novidades, praticidades e invenções. Mês passado elas convidaram algumas quilteiras (eu inclusa) para participar do teste de um adesivo para patchwork. E foi aí que virei AVBuddy, até ganhamos estrelinha... ;-)

No site tem comentários sobre esse primeiro teste, aulas de EQ (a Jane montou em cima de explicações que dei em lista de discussão), blocos gratuitos, revistinha virtual e, claro, tem a lodjinha delas. Muito legal!

E hoje vou começar projeto novo de tradução. Vivas, já estava cansada de tanto descansar... Ou tentar. Claro que inventei mais coisa pra fazer nesse tempo em que fiquei parada. Além de várias consultas médicas e fisioterapia e exames (pra cuidar de uma anemia que insistiu em grudar e não largar, mas tou quase dando jeito nela), também preparei para corte o tecido da futura colcha pra minha tia Ana Amélia, desenho e esquemas da colcha prontos, tudo no jeito. Também aproveitei o começo do ano pra voltar para a ginástica e a yoga. E drenagem linfática e massagem pra deixar tudo firme e no lugar. Aliás, se vida de madame é assim, como é trabalhoso! Pede mais esforço do que eu imaginava. Ao menos minhas unhas andam impecáveis, mas neste final de semana pretendo bordar um bocadinho, acho que vai estragar as beiradinhas... ;-)

E o tempo está ajudando: uma chuvinha suave, levemente nublado. Um pouco abafado, mas dá pra conviver. Bem melhor que aquele calorão! Se continuar assim, meus trabalhos vão render bastante... Tomara!! :-D